#séries


A zebra do Emmy

texto arquivado em #rubens #séries por danielferraz dia 28/09/09 (PERMALINK)

Rubens viu mais filmes que você, mas de séries - o novo cinema - parece não entender muito.

Olha só o que o Ewald Filho, que agora tem um blog no R7, escreveu sobre o Emmy que Bryan Cranston levou esse ano:

(…) Melhor ator, outra disputa difícil, e ganha um “underdog”, quase uma zebra, Bryan Cranston (Breaking Bad). Quem diria que é o que fazia o pai de Malcom in the Middle (também gostei mais do cara agora que descobri que ele faz aniversário no mesmo dia que eu).

Me explica, Rubens querido, como diabos pode o cara que ganhou o mesmo prêmio pelo mesmo papel na mesma série no ano passado ser um, ui, UNDERDOG?

Podemos tirar uma lição importante desse parágrafo rubensiano sobre a zebra: 7 de março é uma data que merece ser comemorada para sempre.

De preferência, assistindo a uma deliciosa comédia romântica. #rubensday

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True Blood está mais pra Crepúsculo do que pra A Sete Palmos

texto arquivado em #séries #putaria por danielferraz dia 15/09/09 (PERMALINK)

Se Crepúsculo adapta o mito dos vampiros para pré-adolescentes emo que leem Capricho, True Blood faz o mesmo para adolescentes que já estão grandinhas demais para serem pegas com uma Capricho na mão, mas acessam o site da revista no modo privado do navegador.

A série de Alan Ball (A Sete Palmos, Nothing Is Private) tem censura 18 anos, mas gradualmente adiciona elementos juvenis à trama. Com o fim da 2ª temporada, que acaba de ir ao ar nos EUA, chega a ser possível começar a traçar paralelos entre a protagonista Sookie Stackhouse (Anna Paquin, a Vampira dos filmes dos X-Men) e o pequeno bruxo do bem Harry Potter.

Baseada na série de livros The Southern Vampire Mysteries, de Charlaine Harris, True Blood parte de uma ótima premissa - os japoneses (sempre eles) inventam uma espécie de sangue sintético que permite a integração dos vampiros à sociedade. A série da HBO começa bem, mostrando o que acontece quando vampiros chegam a Bon Temps, uma cidadezinha redneck no interior da Louisiana.

Em meio a preconceitos, implicações político-religiosas, assassinatos em série e à descoberta de que o sangue de vampiros equivale a um misto de MDMA com LSD elevado ao cubo, Stackhouse (que é telepata) se envolve com o vampiro Bill Compton (Stephen Moyer), um eterno romântico congelado no séc. XIX. Daí pra frente é melodrama.

Com muito sexo e corpos (pálidos ou não) nus bem distribuídos por todos os episódios.

O sexo e a nudez, aliás, são as únicas coisas que se mantêm num nível alto durante a série toda até agora. Vide o 1º parágrafo, os vampiros sem roupa atraem audiência e contribuem para fazer dela a mais bem sucedida da programação atual da HBO. True Blood chegou a passar a marca de 5 milhões de espectadores só na TV nos capítulos finais da 2ª temporada.

Mesmo com tanta falta de qualidade.

Da metade para o fim da temporada de estreia, quando os elementos de fantasia ultrapassam o limite da verossimilhança que contribuía para uma camada extra de crítica social a True Blood, Ball perde a mão ao introduzir um arco paralelo desimportante para a trama até a temporada seguinte. O resultado é um longo anticlímax.

Na 2ª temporada o anticlímax já se torna característica da série. E pior: é amplificado por uma tentativa mal-sucedida de criar suspense em cima de detalhes desnecessários à história e por roteiros esburacados que levam, a qualquer custo, a trama ao próximo gancho.

Enquanto a carga sexual e os vampiros, queridinhos da cultura pop atual, atraem audiência, os ganchos a mantém, alimentando a expectativa pelo próximo capítulo. O problema é que o gancho em True Blood é usado apenas pra isso. Introduz sempre algo surpreendente, mas que será resolvido já no início do episódio seguinte para que a série volte à programação normal.

True Blood tem bons momentos - onde mais alguém aprenderia o que acontece quando uma jovem virgem é transformada em vampira? - e é, indiscutivelmente, um hit. Mas se o objetivo da HBO (“é mais que TV”, diz o slogan) é oferecer aos espectadores algo além de uma versão softcore de Crepúsculo e afins, está falhando de maneira exemplar.

Ball e a emissora, que já trataram magistralmente de um tema muito mais complexo - a morte - em A Sete Palmos, deveriam saber que nem só de pares de seios e torsos oleosos se faz uma série para adultos.

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Mad Men s03e01: Out of Town

texto arquivado em #nipofilia #séries #foda por danielferraz dia 17/08/09 (PERMALINK)

O Sonho da Esposa do Pescador

I picked it for its sensuality.
But it also, in some way, reminds me of our business.

— Cooper

Mad Men está de volta.

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The Walking Dead + AMC... Fodeu!

texto arquivado em #quadrinhos #séries #genial por vinipardinho dia 12/08/09 (PERMALINK)

Notícia FODA da semana.

A confirmação do Faith no More não foi notícia, todo mundo sabia que ia rolar.

Uma das melhores séries de histórias em quadrinhos dos últimos anos está perto de ganhar a tão sonhada versão “live”, e o responsável por isso será o canal dono das melhores séries de tv hoje. Não dá pra ser melhor.

The Walking Dead é publicada desde 2003. E já faz tempo que a idéia de uma série para a tv ronda comentários e discussões pela internet.

Neste mês de agosto, o gibi chega na edição de número 64. Três edições antes, na 61, Robert Kirkman, o criador da série, publicou um carta dizendo o quão estranho era chegar naquela edição. O motivo? Y: The Last Man, uma das HQ’s mais famosas do selo Vertigo (junto com Sandman e Preacher), terminou na edição 60 e Kirkman achava que não parecia certo ultrapassar em edições uma das melhores séries que ele já leu.

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Daqui a três meses The Walking Dead vai ultrapassar Preacher em número de edições. Preacher chegou a ser negociada para a produção de uma série pelo canal HBO, mas não vingou. Acabou numa adaptação para o cinema, com o nome de Sam Mendes no projeto, mas que, fora uma notícia ou outra, parece andar devagar.

Fico imaginando o que Robert Kirkman vai escrever sobre isso nas próximas edições. Um projeto que precisou colocar “invasão alienígena” como uma das causas da epidemia de zumbis para que alguma editora comprasse a idéia. Causa desmentida quando Kirkman já podia peitar a editora e dizer “esquece isso”.

http://media.comicvine.com/uploads/3/36994/734662-thewalkingdead_059_super.jpg

Na frente do projeto, Frank Darabont. O único filme mais terror que conheço dele é The Mist. O suficiente pra me deixar tranquilo e botar fé. Pessoas desesperadas numa situação extrema ele fez bem. E essa é a essência de The Walking Dead.

E pra fechar, produção do canal AMC. AMC é responsável por Breaking Bad e Mad Men. Precisa falar mais? Cruzar os dedos e esperar que a coisa realmente se realize.

Ressalvas:

1) Medo que, indo pra tv, comece a rolar umas adaptações como “zumbis modernos”. The Walking Dead é Romero puro, zumbis lentos e burros, motivo principal de várias sequências memoráveis na HQ.

2) Será que a editora HQM vai resolver esperar a série entrar no ar e, uns dois anos depois, começar a ser transmitida em algum canal a cabo no Brasil, pra aproveitar a onda e continuar lançando a série por aqui? ZZzzzZZzzzz…

Curtiu as capas? Todas aqui. Claro, com spoilers.

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citação arquivada em #séries #bacon por danielferraz dia 07/08/09 (PERMALINK)
“Oh, my gosh, you’ve had chocolate-covered bacon, right? It’s so perfect.”
Christina Hendricks, na Esquire.

Mad Men volta à AMC dia 16 de agosto. Enquanto não chega, dá pra assistir ao season finale da 2ª temporada online, pra aumentar a expectativa.

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imagem arquivada em #séries #genial por vinipardinho dia 29/07/09 (PERMALINK)
MadMenYourself.com
Temporada nova chegando.




via Zap2it.com

MadMenYourself.com

Temporada nova chegando.

via Zap2it.com

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Breaking Bad: o fim justifica os extremos

texto arquivado em #séries #foda #genial por danielferraz dia 03/06/09 (PERMALINK)

Não contém spoilers. Pode ir com fé.

Acabo de descobrir, depois de assistir à conclusão da 2ª temporada, que a tagline de Breaking Bad é The end justifies the extreme. A frase é pertinente em mais sentidos do que precisaria ser.

O 1º é óbvio, relativo à trama: Walter White (Bryan Cranston) é um professor de química de meia-idade que tem um filho adolescente com paralisia cerebral e outro, não planejado, a caminho. Ao ser diagnosticado portador de câncer - de pulmão, sem nunca ter fumado - terminal, Walt apela à produção de metanfetamina para conseguir pagar suas contas médicas e deixar uma herança para a família.

A partir daí, as consequências são extremas. Demais. Cada vez mais, em progressão geométrica. E culminam, nesse último episódio, no maior mindfuck já realizado na televisão.

Por pouco não desisti da série antes mesmo dela estrear, em janeiro do ano passado. A sinopse divulgada na época, “professor de química em crise de meia-idade se torna um criminoso”, não ajudava. Deve ter espantado muita gente.

Resolvi dar uma chance a Breaking Bad pelo envolvimento de Bryan Cranston, que como coadjuvante roubava todas as cenas de que participava em Malcolm in the Middle (pra quem viu, é impossível não pensar no Hal sobre patins sempre que Funky Town toca) e por ser uma produção da AMC, que tinha começado muito bem com Mad Men, no ano anterior.

Nem imaginava que a série seria melhor que Mad Men. Menos ainda que chegaria ao nível de The Sopranos e The Wire, lá no pedestal.

Ela chega.

Tecnicamente é tudo redondo, ao mesmo tempo em que inova (em televisão) ao utilizar praticamente só câmera na mão sem estripulias. A câmera, na mão mas firme, dá um aspecto diferenciado e realista às imagens; íntimo nos planos fechados, desolador nos muito abertos.

Mão firme, também, é a do criador Vince Gilligan (ex-produtor e roteirista de Arquivo X), que mantém a unidade estética da série ao mesmo tempo em que diversifica as visões criativas na direção - são 15 diretores diferentes até agora, em 20 episódios. O resultado é coeso até quando destoa, em algumas cenas memoráveis espalhadas pela série.

Aliás, hoje em dia o que diferencia uma série boa de uma série foda é a direção. A vingança dos roteiristas pela falta de crédito no cinema é merecida, mas deixar a direção em segundo plano tem estragado roteiros brilhantes com mais frequência do que deveria. Um desperdício.

Em Breaking Bad, tudo funciona em sintonia com os roteiros (atenção para a palavra proibida em 3, 2, 1) geniais de Gilligan e equipe. Aí o negócio fica foda.

Bryan Cranston tem todo o mérito pelo Emmy de Melhor Ator em Série Dramática que recebeu em 2008. Mas a transformação sutil de Mr. White, pai de família e professor, em Heisenberg, traficante, no mínimo não atrapalhou. O protagonista é tão circular que dá gosto. Fora o elenco coadjuvante impecável, de personagens idem, que potencializa as consequências dessa transformação.

E tem aquele grande e inesperado mindfuck de brinde no final, que você só se dá conta do quanto foi bem construído quando percebe que Gilligan usou mais do que a estrutura dos episódios na preparação.

Desde o piloto, as sequências iniciais dos episódios seguem dois modelos: 1- abre-se com uma cena de impacto, importante para a trama geral da série ou 2- quebra-se o modelo usual de estrutura narrativa. Seja com elipse temporal, desvirtuando o costumeiro começo, meio e fim, seja com o cúmulo de utilizar um narcocorrido (que quem acompanhou The Shield sabe o que é) sobre Heisenberg para ilustrar tanto o episódio em si quanto Breaking Bad como um todo.

A 1ª cena da série é parte do final do piloto. A 1ª cena da 2ª temporada, em que um olho flutua em uma piscina até ser sugado pelo ralo, é parte do final do último episódio. Outros 3 trechos do fim abrem outros 3 episódios dessa temporada.

Mesmo assim, o contexto não vai passar nem perto da tua cabeça. A menos que você perceba que os títulos destes 4 episódios descrevem a cena. Que tudo sempre esteve lá, é efeito lógico e direto dos extremos a que as ações de Walter White se estendem, e que as consequências também são extremas.

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Breaking Bad - Season Finale

texto arquivado em #séries por andrezp dia 02/06/09 (PERMALINK)



Conflict Risk.

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vídeo arquivado em #séries por andrezp dia 28/05/09 (PERMALINK)

“Hung”.
Nova série da HBO. 

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link arquivado em #séries #genial por andrezp dia 27/05/09 (PERMALINK)
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