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Breaking Bad: o fim justifica os extremos

texto arquivado em .séries .foda .genial por danielferraz dia 03/06/09 (PERMALINK)

Não contém spoilers. Pode ir com fé.

Acabo de descobrir, depois de assistir à conclusão da 2ª temporada, que a tagline de Breaking Bad é The end justifies the extreme. A frase é pertinente em mais sentidos do que precisaria ser.

O 1º é óbvio, relativo à trama: Walter White (Bryan Cranston) é um professor de química de meia-idade que tem um filho adolescente com paralisia cerebral e outro, não planejado, a caminho. Ao ser diagnosticado portador de câncer - de pulmão, sem nunca ter fumado - terminal, Walt apela à produção de metanfetamina para conseguir pagar suas contas médicas e deixar uma herança para a família.

A partir daí, as consequências são extremas. Demais. Cada vez mais, em progressão geométrica. E culminam, nesse último episódio, no maior mindfuck já realizado na televisão.

Por pouco não desisti da série antes mesmo dela estrear, em janeiro do ano passado. A sinopse divulgada na época, “professor de química em crise de meia-idade se torna um criminoso”, não ajudava. Deve ter espantado muita gente.

Resolvi dar uma chance a Breaking Bad pelo envolvimento de Bryan Cranston, que como coadjuvante roubava todas as cenas de que participava em Malcolm in the Middle (pra quem viu, é impossível não pensar no Hal sobre patins sempre que Funky Town toca) e por ser uma produção da AMC, que tinha começado muito bem com Mad Men, no ano anterior.

Nem imaginava que a série seria melhor que Mad Men. Menos ainda que chegaria ao nível de The Sopranos e The Wire, lá no pedestal.

Ela chega.

Tecnicamente é tudo redondo, ao mesmo tempo em que inova (em televisão) ao utilizar praticamente só câmera na mão sem estripulias. A câmera, na mão mas firme, dá um aspecto diferenciado e realista às imagens; íntimo nos planos fechados, desolador nos muito abertos.

Mão firme, também, é a do criador Vince Gilligan (ex-produtor e roteirista de Arquivo X), que mantém a unidade estética da série ao mesmo tempo em que diversifica as visões criativas na direção - são 15 diretores diferentes até agora, em 20 episódios. O resultado é coeso até quando destoa, em algumas cenas memoráveis espalhadas pela série.

Aliás, hoje em dia o que diferencia uma série boa de uma série foda é a direção. A vingança dos roteiristas pela falta de crédito no cinema é merecida, mas deixar a direção em segundo plano tem estragado roteiros brilhantes com mais frequência do que deveria. Um desperdício.

Em Breaking Bad, tudo funciona em sintonia com os roteiros (atenção para a palavra proibida em 3, 2, 1) geniais de Gilligan e equipe. Aí o negócio fica foda.

Bryan Cranston tem todo o mérito pelo Emmy de Melhor Ator em Série Dramática que recebeu em 2008. Mas a transformação sutil de Mr. White, pai de família e professor, em Heisenberg, traficante, no mínimo não atrapalhou. O protagonista é tão circular que dá gosto. Fora o elenco coadjuvante impecável, de personagens idem, que potencializa as consequências dessa transformação.

E tem aquele grande e inesperado mindfuck de brinde no final, que você só se dá conta do quanto foi bem construído quando percebe que Gilligan usou mais do que a estrutura dos episódios na preparação.

Desde o piloto, as sequências iniciais dos episódios seguem dois modelos: 1- abre-se com uma cena de impacto, importante para a trama geral da série ou 2- quebra-se o modelo usual de estrutura narrativa. Seja com elipse temporal, desvirtuando o costumeiro começo, meio e fim, seja com o cúmulo de utilizar um narcocorrido (que quem acompanhou The Shield sabe o que é) sobre Heisenberg para ilustrar tanto o episódio em si quanto Breaking Bad como um todo.

A 1ª cena da série é parte do final do piloto. A 1ª cena da 2ª temporada, em que um olho flutua em uma piscina até ser sugado pelo ralo, é parte do final do último episódio. Outros 3 trechos do fim abrem outros 3 episódios dessa temporada.

Mesmo assim, o contexto não vai passar nem perto da tua cabeça. A menos que você perceba que os títulos destes 4 episódios descrevem a cena. Que tudo sempre esteve lá, é efeito lógico e direto dos extremos a que as ações de Walter White se estendem, e que as consequências também são extremas.

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Breaking Bad - Season Finale

texto arquivado em .séries por andrezp dia 02/06/09 (PERMALINK)


Conflict Risk.
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“Hung”.
Nova série da HBO. 
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Breaking Bad s02e11

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Lost - Season Finale (com spoilers, mas quem se importa com essa merda?)

texto arquivado em .séries por andrezp dia 16/05/09 (PERMALINK)

André: o que vc tem a dizer sobre aquele RIDICULO final de temporada de lost? hein? hein? sério mesmo, acho q depois dessa desisti de vez.


Daniel: o lost assisti a 1ª vez fiquei meio assim também, mas aí assisti de novo e gostei pra caralho. mas gostei pra caralho do episódio em si. o problema é que no geral ainda não dá pra saber direito o que achar, porque depende do que vier depois. chegou no ponto que eles podem ter cagado a série ou não, dependendo da bomba ter explodido ou não e das coisas mudarem ou não.

à 1ª vista achei o esquema do jacob deus ex machina demais, mas se parar pra pensar nem é. quer dizer, é - mas só no pique que o desmond dentro da escotilha também era. na narrativa em si é só a última peça do quebra-cabeça. a questão agora é tá, fehou o quebra-cabeça que leva à guerra e é isso que a gente vai ver agora, ou é que tão aí todas as peças e vamos montar o quebra-cabeça agora? ou as duas coisas ao mesmo tempo, se eles resolverem pirar em física quântica e realidades paralelas?

mas diz aí: o que você não gostou?  


André: eu até acho que começou interessante, com o jacob “recrutando” as pessoas (aliás, quem é aquele ator mesmo? já vi ele numas porcarias, mas ele ta muito bem), mas depois sei lá, vai desandando. Faz um tempo que perdi a paciencia pro “quadrilátero amoroso” jack-kate-sawyer-juliet, nao aguento aquelas caras de coitada das duas nem a cara de choro do jack ou de “sou o fodão” do sawyer, com aquele monte de frase pronta.

bom, é muita coisa pra listar. mas resumindo, lost tem me desagradado tanto que nao consigo mais ver com olhos menos críticos, mesmo sabendo que é uma série de fanboy, igual arquivo-x, com “blindagem contra olhares mais críticos”. entendeu?
juliet caindo sei lá quantos metros no poço e sobrevivendo = FAIL.juliet dando pedradinha numa bomba que falhou ao cair daquela altura e detonando ela = FAIL.
vc falou a palavra certa: deus ex-machina. Mas pra mim, é um recurso que a série tá usando FAZ TEMPO.
 perdeu a graça. chega. acho que nao vejo mais.

AGORA, EM COMPENSAÇAO, BREAKING BAD e10 FOI ABSOLUTAMENTE FODIDO. 

 
Glória Perez faria melhor. 

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vídeo arquivado em .séries por andrezp dia 11/05/09 (PERMALINK)
Entourage de volta 28/06!
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Breaking Bad, s02e09

texto arquivado em .séries .foda .genial por andrezp dia 09/05/09 (PERMALINK)
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citação arquivada em .séries por danielferraz dia 14/04/09 (PERMALINK)
“It’s like watching No Country for Old Men crossbred with the malevolent spirit of the original Texas Chainsaw Massacre.”
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vídeo arquivado em .vídeos .séries por danielferraz dia 31/03/09 (PERMALINK)

Trailer do dia: In Treatment, 2ª temporada

A Dani Arrais deu o toque que In Treatment estaria pra voltar, fui fuçar no site da série: a nova temporada estreia domingo que vem (5!), com nova periodicidade. Ao invés de episódios todos os dias de semana, dessa vez são 2 aos domingos e 3 às segundas (!!).

Finalmente algo pra fazer frente - ou companhia - a Breaking Bad, que está beirando a perfeição esse ano.

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