#paudurescência


Back in the 80s

texto arquivado em #cinema #paudurescência por andrezp dia 15/10/09 (PERMALINK)

The Expendables - Extended Trailer HD [VO]
by NewZmedia

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RAGE

texto arquivado em #videogame #paudurescência #genial por andrezp dia 21/08/09 (PERMALINK)

A id software (Doom, Wolfenstein) diz: “um misto de jogo de corrida com first-person shooter, passado num cenário apocalíptico 5 anos após um cometa atingir a Terra”.

Eu digo: provavelmente será o jogo mais legal de todos os tempos.

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ANGST

texto arquivado em #cinema #paudurescência por vinipardinho dia 17/08/09 (PERMALINK)

ANGST. Filme austríaco de 1983, dirigido por Gerald Kargl.

Protagonista, recém libertado de uma pena de 10 anos, coloca o pé em liberdade na rua já pensando em colocar em prática os planos que ficou preparando na prisão, e vai atrás de suas novas vítimas.

Em 1h15min de filme, acompanhamos, quase em tempo real, esse primeiro dia de liberdade do personagem. Durante suas ações, sua voz em narração nos conta seus motivos, seus traumas de infância, sua nostalgia por barbáries anteriores. Ao encontrar uma moça parecida com a primeira namorada, ele a relembra (“A real whore”) e conta como foi bom transformá-la em sua escrava sexual.

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Esqueça calculismos, brilhantismos, criatividade ou carisma do personagem. Aqui o lance é serial killer ejaculação precoce. O assassino é levado completamente pela sua excitação no momento, e o arrependimento após executar suas idéias com muita pressa, sem aproveitar.

Baseado numa história real, o caso de Werner Kniesek é conhecido na Áustria como Ed Gein nos Estados Unidos. E a verdadeira história ainda guarda alguns detalhes mais sórdidos que o filme.

“I just love it when women shiver in deadly fear because of me. It is like an addiction, which will never stop”. Declaração de Kniesek para o júri em seu julgamento.

Fotografia e trilha, de foder.

A primeira, de Zbigniew Rybczyński. Diretor de diversos videoclipes (“Imagine” do Lennon entre eles), teria chamado muito mais atenção por ANGST se o filme não tivesse sido totalmente boicotado na época. São incríveis as inovações que ele usa em um filme do começo da década de 80. Escola para Gaspar Noé. É daqui que o diretor tirou a idéia para o cinema que o consagrou, tanto na narrativa, quanto nas câmeras absurdas.

E trilha, de Klaus Schulze (Tangerine Dream). Pesando a mão nos sintetizadores, músicas claustrofóbicas pra deixar tudo mais desgraçado. E quando resolve colocar umas batidas:

Esse é o único filme do diretor Gerald Kargl. O cara perdeu tanta grana pra fazer e foi tão mal recebido que até hoje tá se recuperando. Numa entrevista feita em 2003, declara que durante todos esses anos ficou fazendo comerciais e filmes educacionais pra se pagar, e que tá com um projeto novo, “but this will be very different to ANGST”.

Depois de assistir, só não dá pra pensar que Gaspar Noé é picareta porque ele mesmo diz em entrevistas que o filme é a maior influência em seu cinema. E que ANGST precisa ser redescoberto.

http://www.mininova.org/tor/1405501

E legendas.tv (em inglês).

PS.: só pra não estragar a brincadeira, tomem cuidado com um vídeo no youtube (Angst 1983 Music Video, 3min54seg), onde o legalzão fez uma edição do filme inteiro com a música de abertura do Extermínio. De foder.

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Cormac McCarthy, 2/3 da Triloga da Fronteira

texto arquivado em #literatura #paudurescência por vinipardinho dia 07/07/09 (PERMALINK)

Dando um tempo na sequência de merdas que esse blog vem nos presenteando, posto aqui um texto sobre o recém terminado A Travessia, que coloquei também lá no Miolos:

Ler Todos os belos cavalos, depois de ler A Estrada, causa uma impressão de “cadê a treta?!” sobre o primeiro. A Estrada se tornou o best-seller de Cormac McCarthy, obra-prima em sua narrativa direta, seca, pesada, e extremamente poética. As passagens de perrengue entre o pai e o filho andando pelo mundo devastado dão taquicardia. Todos os belos cavalos é muito mais leve, McCarthy segura as rédeas da violência, mesmo com ela ainda lá.

O romance conta a história de John Grady Cole, um jovem vaqueiro que, ao saber que não ficará com o rancho da família sob sua responsabilidade após a separação dos pais, resolve ligar o foda-se e fugir com seu amigo para o México, com a curiosidade do “vamos-ver-no-que-dá”. Passam um tempo cavalgando, conhecendo o país vizinho, até conseguirem trabalho em uma fazenda, chamando atenção e despertando inveja por serem “gringos”.

As merdas começam a aparecer quando eles encontram um terceiro viajante que acaba fazendo besteiras pelo caminho e quando John Grady se apaixona por Alejandra, filha do fazendeiro, e passa a aprender da pior maneira certos costumes que o velho México reserva. Ótimas passagens do livro nos diálogos entre John e a tia de Alejandra, um “você não sabe onde está se metendo” avisando que logo as tretas vão aparecer.

Livro premiado, McCarthy ilustra belamente a vida dos haciendados, a rotina no campo, o tratamento dos cavalos, o nascimento de um amor jovem sem futuro. Mas, salvo algumas passagens como os diálogos citados acima e uma ou outra sequência com uma violência mais exacerbada, aquele ritmo desesperador que impregna A Estrada nem passa perto por aqui, e Todos os belos cavalos fica com o gostinho de: “Cormac para meninas”. Lindo, mas falta sangue e tensão.

Aí temos A Travessia. Logo no início do livro, a sequência da descrição dos dois jovens irmãos Parham recolhendo lenha com seus cavalos que termina com um índio agachado exatamente onde um dos garotos acabou de passar mas não o viu é de mijar nas calças. A coisa ainda envereda para um daqueles diálogos de tensão silenciosa absurda que McCarthy faz tão bem (pra quem assistiu “Onde os fracos não têm vez”, vale lembrar a cena do personagem de Javier Bardem conversando com o tiozinho na vendinha de estrada; o romance tá na fila pra eu ler, mas se os Coen entenderam bem o espírito, essa sequência no livro deve ser de chorar).

Tensão instalada, e este segundo romance da ‘trilogia da fronteira’ (Todos os belos cavalos, A Travessia e Cidades da Planície) apresenta um McCarthy muito mais próximo ao de A Estrada.

A Travessia é épico. Um épico de formação, que acompanha poucos anos na vida do protagonista Billy Parham na saída da adolescência, apresentando diversas experiências que moldarão seu caráter como homem. Ele é muito mais garoto que o John Grady do livro anterior, e por isso muito mais inseguro e reservado. Deixa transparecer desconfiança e medo ao se deparar com mexicanos mais velhos que queiram de alguma forma tirar proveito de sua situação: jovem americano perdido nas terras mexicanas.

Diferente de John Grady, Billy Parham atravessa a fronteira Estados Unidos-México várias vezes durante todo o romance, algumas sabendo o motivo, outras não tendo a menor idéia. E não ter a menor idéia dos motivos parece um ponto principal no livro. Da mesma forma que o protagonista realiza diversas viagens sem rumo, a leitura também passa a sensação de que não existe um motivo maior ali, além das experiências e “causos” que surgem no decorrer do percurso. A cada encontro na estrada, uma nova história para se ouvir do viajante, todas trágicas, tudo sofrido, e o espírito de Billy vai se preparando para o que lhe é reservado.

Todos os belos cavalos é livro pra colocar Ryan Bingham na trilha.
A Travessia, não dá pra imaginar nada menos que Nick Cave e Warren Ellis.

Todos os belos cavalos tem adaptação para o cinema, com Matt Damon e Penélope Cruz nos papéis principais. O filme, dirigo por Billy Bob Thornton, é bem realizado, mas fraco.
A Travessia, impossível de filmar. A não ser que se isole alguma de suas partes. Mas aí, todo o sentido do percurso já se perdeu.

Cidades da Planície, que encerra a trilogia, reúne os dois principais personagens dos livros anteriores. Já tá aqui no armário esperando.

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vídeo arquivado em #trailers #cinema #paudurescência por vinipardinho dia 19/05/09 (PERMALINK)

Terminator + NIN = chorei…

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vídeo arquivado em #cinema #paudurescência por andrezp dia 12/04/09 (PERMALINK)

“Vengeance”, novo filme-de-vingança de Johnnie To.

Dá pra ser melhor?

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Garth Ennis continua matando a pau...

texto arquivado em #quadrinhos #paudurescência por vinipardinho dia 02/04/09 (PERMALINK)

Não lia nada dele provavelmente desde Preacher, até que essa semana resolvi dar uma olhada e baixar umas coisas novas. O cara continua mais filho da puta do que nunca. E isso que só peguei dois títulos, mas provavelmente os mais pesados. Vamo lá:

THE BOYS

Lançada em 2006, hoje na edição 29 (programada para 60 edições), o gibi é mais um daqueles satirizando um mundo real cheio de super-heróis, mas aqui com a mão do Ennis.

É o seguinte: nos anos 30 um maluco aparece com um antídoto que dá superpoderes a pessoas comuns. Décadas depois, o mundo tá infestado de super-heróis, cada um tentando salvar o mundo do jeito que acha certo, e quase todos fazendo merda. Nesse cenário, os super-heróis que na fachada passam a idéia de “estamos aqui para o bem da humanidade”, na real são todos despreparados e, a maioria, com disfunções sexuais, marca do Ennis.

Os “Boys”, um grupo “patrocinado” pela CIA, tem a missão de ficar de olho nas merdas que os “supers” tão aprontando e dar um leve aviso, um “não é por aí”. Vindo do Ennis, um leve aviso é:

Humor negro e violência extrema, daquele jeito. Diversão garantida.

CROSSED, a coisa vai pro lado nada divertido disso.

De acordo com Garth Ennis, a idéia inicial de Crossed veio em um sonho. As influências principais são os livros World War Z e The Road.

Pós-apocalipse? Sim. Zumbis? Não. Aqui o problema é: as pessoas, contaminadas por um vírus transmitido pelo sangue/saliva, continuam inteligentes, continuam raciocinando, mas deixam aflorar os desejos mais demoníacos. Passam a matar o tempo assassinando, mutilando e estuprando os outros, contaminados ou não.

Aquela coisa, correr e se esconder pra ficar vivo. Treta pra caralho.

The Boys, que começou na Wildstorm (do Jim Lee), apesar das boas vendas, foi dispensada pelo conteúdo pesado e pulou pra Dynamite Entertainment. A Avatar, editora que publica Crossed, tem a característica de não-restrição aos autores, e nessa o Garth Ennis pode descer a mão à vontade.

Rolou até uma surra de pau de cavalo na última edição. É sério.

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imagem arquivada em #séries #genial #paudurescência por andrezp dia 18/03/09 (PERMALINK)
Breaking Bad s02e02.Spirit of Sam Peckinpah!

Breaking Bad s02e02.

Spirit of Sam Peckinpah!

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vídeo arquivado em #música #paudurescência por andrezp dia 05/03/09 (PERMALINK)

Nine Inch Nails + Dillinger Escape Plan = CAOS.

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The Fight is On!

texto arquivado em #videogame #paudurescência #genial por andrezp dia 18/02/09 (PERMALINK)


Do mesmo jeito que quem não gosta de rock já ouviu falar em Beatles, quem não gosta de videogames já ouviu em Street Fighter. E, pra quem está na faixa dos 30 como eu, pode ser que já tenha roubado umas moedas das gavetas da mãe e matado aula pra ir no fliper jogar umas quedas de Street Fighter II. Criado pela japonesa Capcom em 91, SF2 era a continuação de um jogo de lutas em rounds que ninguém deu muita bola na época. Mas a parte 2 realmente definiu o que seria sinônimo de popularidade nos arcades: dali pra frente, todo jogo de luta tinha algo de SF2. Tudo no jogo era tão perfeito - gráficos, som e principalmente jogabilidade - que jogar SF2 até hoje é prazeroso. Principalmente contra um camarada. 

Depois de incontáveis continuações (umas ótimas, outras nem tanto), finalmente sai uma versão do jogo para a nova geração de consoles. E é unânime: Street Fighter 4 é o melhor jogo de lutas desde… Street Fighter II!

Os gráficos estão soberbos, como dá pra ver na imagem acima. Usando a técnica de cell-shading, a Capcom fugiu do caminho fácil do “realismo 3D” e apostou todas as fichas em gráficos que parecem pinturas em movimento. O que vemos parece uma mistura de Lobo Solitário com  Caravaggio. O som é extremamente empolgante, com os sons dos golpes explodindo nas caixas de som, e o narrador da luta no máximo da empolgação, como todo bom fighting game. A jogabilidade, como era de se esperar, é perfeita. Três botões de soco e três de chute: clássico.

A se criticar apenas duas coisas: a dificuldade extrema e montanha-russa. Fui de cara jogar no nível normal e já tomei no cu. E mesmo que algumas lutas sejam fáceis, outras são insanamente difíceis - e nem sempre em ordem crescente de rounds. Isso e a música, que poderia ser menos brega em alguns momentos. Mas como o jogo é japonês, vamos dar um desconto.

Porém, o maior trunfo de SF4 é o modo online. Conectado no Xbox Live, você pode quebrar um pau rápido com neguinho da puta que pariu em apenas dois rounds, ou então participar de campeonatos organizados - os vencedores somam pontos e vão entrando num ranking mundial. Resumindo, você fica fazendo parte do maior arcade de todos os tempos.  

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