#literatura


A Maldição dos Baptistas

texto arquivado em #literatura #vergonha #alucinação por andrezp-deactivated20120805 dia 14/09/09 (PERMALINK)

Dos males da família, acho que o Arnaldo sofreu o menor. Nenhuma loucura se compara às alucinantes manias de grandezas dos outros “manos”. Sérgio Dias continua nessa espiral sem fim com as cinzas d’Os Mutantes - e pelo jeito a coisa só pára quando ele morrer.

Mas juro que não estava preparado para isso.

Pérolas:
"Clique neste botão e ingresse no mais belo mundo de fantasia e realidade já criado por um ser humano.

"O Brasil inventou o avião. O Brasil conquistou a Amazônia. E agora, o Brasil escreveu Géa - a maior obra literária de todos os tempos!"

Além da breve aula de hypertext para a terceira idade:

"ESTA PÁGINA TEM BELÍSSIMA ILUSTRAÇÃO DE FUNDO

A imagem de fundo (background) desta página leva uns dois minutos para baixar a seu computador, se sua conexão à Internet for lenta. Diferentemente de uma ilustração metida no meio do texto, a do fundo desta página NÃO baixa aos poucos: o fundo fica em branco durante esses dois minutos e então, de repente, a imagem aparece inteira. Vale a pena esperar!”

E, no final da página principal, a coisa foge de controle:

"O botão CCDB Livros, no canto superior direito desta página, tem três estágios de animação: repouso, semi-comprimido (quando você passa o mouse em cima) e apertado (quando você clica o mouse). Se você não esperar os três estágios baixarem ao seu computador para que o botão se anime, mesmo assim ele levará você a CCDB Livros. O mesmo ocorre com os botões azuis na página de apresentação de CCDB Livros e com o botão azul na página principal deste site."

Eu posso pensar que eu sou rei…

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link arquivado em #quadrinhos #literatura por nnnnng dia 05/09/09 (PERMALINK)

Mutarelli parou com os antidepressivos, voltou a beber e voltou a blogar.

Agora só falta voltar aos quadrinhos.

Saudades do Cãozinho sem pernas. Ele era feliz.

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Cormac McCarthy, 2/3 da Triloga da Fronteira

texto arquivado em #literatura #paudurescência por vinipardinho dia 07/07/09 (PERMALINK)

Dando um tempo na sequência de merdas que esse blog vem nos presenteando, posto aqui um texto sobre o recém terminado A Travessia, que coloquei também lá no Miolos:

Ler Todos os belos cavalos, depois de ler A Estrada, causa uma impressão de “cadê a treta?!” sobre o primeiro. A Estrada se tornou o best-seller de Cormac McCarthy, obra-prima em sua narrativa direta, seca, pesada, e extremamente poética. As passagens de perrengue entre o pai e o filho andando pelo mundo devastado dão taquicardia. Todos os belos cavalos é muito mais leve, McCarthy segura as rédeas da violência, mesmo com ela ainda lá.

O romance conta a história de John Grady Cole, um jovem vaqueiro que, ao saber que não ficará com o rancho da família sob sua responsabilidade após a separação dos pais, resolve ligar o foda-se e fugir com seu amigo para o México, com a curiosidade do “vamos-ver-no-que-dá”. Passam um tempo cavalgando, conhecendo o país vizinho, até conseguirem trabalho em uma fazenda, chamando atenção e despertando inveja por serem “gringos”.

As merdas começam a aparecer quando eles encontram um terceiro viajante que acaba fazendo besteiras pelo caminho e quando John Grady se apaixona por Alejandra, filha do fazendeiro, e passa a aprender da pior maneira certos costumes que o velho México reserva. Ótimas passagens do livro nos diálogos entre John e a tia de Alejandra, um “você não sabe onde está se metendo” avisando que logo as tretas vão aparecer.

Livro premiado, McCarthy ilustra belamente a vida dos haciendados, a rotina no campo, o tratamento dos cavalos, o nascimento de um amor jovem sem futuro. Mas, salvo algumas passagens como os diálogos citados acima e uma ou outra sequência com uma violência mais exacerbada, aquele ritmo desesperador que impregna A Estrada nem passa perto por aqui, e Todos os belos cavalos fica com o gostinho de: “Cormac para meninas”. Lindo, mas falta sangue e tensão.

Aí temos A Travessia. Logo no início do livro, a sequência da descrição dos dois jovens irmãos Parham recolhendo lenha com seus cavalos que termina com um índio agachado exatamente onde um dos garotos acabou de passar mas não o viu é de mijar nas calças. A coisa ainda envereda para um daqueles diálogos de tensão silenciosa absurda que McCarthy faz tão bem (pra quem assistiu “Onde os fracos não têm vez”, vale lembrar a cena do personagem de Javier Bardem conversando com o tiozinho na vendinha de estrada; o romance tá na fila pra eu ler, mas se os Coen entenderam bem o espírito, essa sequência no livro deve ser de chorar).

Tensão instalada, e este segundo romance da ‘trilogia da fronteira’ (Todos os belos cavalos, A Travessia e Cidades da Planície) apresenta um McCarthy muito mais próximo ao de A Estrada.

A Travessia é épico. Um épico de formação, que acompanha poucos anos na vida do protagonista Billy Parham na saída da adolescência, apresentando diversas experiências que moldarão seu caráter como homem. Ele é muito mais garoto que o John Grady do livro anterior, e por isso muito mais inseguro e reservado. Deixa transparecer desconfiança e medo ao se deparar com mexicanos mais velhos que queiram de alguma forma tirar proveito de sua situação: jovem americano perdido nas terras mexicanas.

Diferente de John Grady, Billy Parham atravessa a fronteira Estados Unidos-México várias vezes durante todo o romance, algumas sabendo o motivo, outras não tendo a menor idéia. E não ter a menor idéia dos motivos parece um ponto principal no livro. Da mesma forma que o protagonista realiza diversas viagens sem rumo, a leitura também passa a sensação de que não existe um motivo maior ali, além das experiências e “causos” que surgem no decorrer do percurso. A cada encontro na estrada, uma nova história para se ouvir do viajante, todas trágicas, tudo sofrido, e o espírito de Billy vai se preparando para o que lhe é reservado.

Todos os belos cavalos é livro pra colocar Ryan Bingham na trilha.
A Travessia, não dá pra imaginar nada menos que Nick Cave e Warren Ellis.

Todos os belos cavalos tem adaptação para o cinema, com Matt Damon e Penélope Cruz nos papéis principais. O filme, dirigo por Billy Bob Thornton, é bem realizado, mas fraco.
A Travessia, impossível de filmar. A não ser que se isole alguma de suas partes. Mas aí, todo o sentido do percurso já se perdeu.

Cidades da Planície, que encerra a trilogia, reúne os dois principais personagens dos livros anteriores. Já tá aqui no armário esperando.

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vídeo arquivado em #literatura #cinema por andrezp-deactivated20120805 dia 22/05/09 (PERMALINK)

Trailer de “Killshot”.

O livro é foda. O filme tá com cara que vai ser.

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Livro do Dia

texto arquivado em #literatura por andrezp-deactivated20120805 dia 29/04/09 (PERMALINK)

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imagem arquivada em #datas #literatura #r.i.p. por nnnnng dia 19/04/09 (PERMALINK)
RIP JG Ballard (1930 - 2009)

RIP JG Ballard (1930 - 2009)

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Baixe e leia os 3 primeiros capítulos do novo livro de Chuck Palahniuk

texto arquivado em #literatura #vídeos #downloads por nnnnng dia 15/04/09 (PERMALINK)

Pygmy, romance de Chuck Palahniuk (Clube da Luta, No Sufoco) que sai em maio lá fora, narra a trajetória de um grupo de adolescentes de um país totalitário oriental não identificado que, disfarçados de estudantes de intercâmbio, planejam realizar um ataque terrorista em solo norte-americano.

Nas palavras do próprio Palahniuk:

The lead character is a 13-year-old foreign exchange student sent to live with a suburban, white, middle-class family. Oh, and they’re Christians. The visit is for six months, and he’s one of a dozen similar kids, all shipped to America to live with typical families. The secret truth is that Pygmy is a terrorist, trained since infancy in martial arts, chemistry and radical hatred of the United States. He has six months to build a prize-winning project for the National Science Fair. If he succeeds, he and his project will go to Washington, D.C. for the finals competition — where the project will explode, killing millions.

Mas há um porém: a incontrolável puberdade.

O romance está sendo divulgado como um misto de Sob o Domínio do Mal (The Manchurian Candidate) com… South Park.

Por mais estranho que pareça, dá pra entender a referência à animação já de cara na leitura. Pygmy, o terroristinha oriental púbere, narra a história em 1ª pessoa. Em engrish. Impossível não imaginar a voz de um personagem de Trey Parker e Matt Stone.

Impossível, também, qualquer tradução desse livro ficar boa. Tenho pena do coitado que pegar a bucha - e mais ainda de desavisados que porventura tentem ler isso em português.

Pygmy deve ser lido no original.

O bom é que, mesmo com a data de lançamento do livro marcada para 5 de maio, dá pra começar desde já. Basta baixar este pdf dos 3 primeiros capítulos e curtir 30 páginas de Palahniuk em japonglês.

De nada.

(achei no crowdSPRING)

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Link do Dia: Judge a Book by its Cover

texto arquivado em #literatura por andrezp-deactivated20120805 dia 05/04/09 (PERMALINK)





http://judgeabook.blogspot.com

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O Chamado de Cthulhu

texto arquivado em #literatura #web por vinipardinho dia 04/03/09 (PERMALINK)

Essa semana, enfim, li uma das histórias que mais tinha curiosidade de conhecer, desde a época de metaleiro, quando comprei o vinilzão do Ride the Lightning, do Metallica, e fiz o primeiro contato com essa piração do Lovecraft.

E depois de ler a descrição desgraçadamente lovecraftiana do monstrengo, nada como um Google Images pra as diversas interpretações ilustrativas. Mas aí, eis que me deparo com uma infinidade de participações da bizarrice no cotidiano humano.

Vamos lá:

Bela decoração para o jardim, estátua em tamanho natural produzida pela NetherCraft Statuary. Do site deles: “Admit it. You’ve always wanted a giant Cthulhu statue. Now you can have it.”. Preço: $3900.

My Little Cthulhu, da Dreamland Toyworks. Preço: $29.99. Tem ainda as Little Victims, baseadas nos personagens do conto, por 14.99 cada.

Campanha presidencial em 2008, com site oficial. “Your shopping cart is empty, Lord Cthulhu is displeased.”

Bicho de pelúcia, pela ToyVault. Preço: $19,95. Lá tem vários outros itens interessantes…

Participação em animação japonesa. (Ao que parece, não achei mais informação sobre isso).

Casaco infantil… (ela parece bem satisfeita…)

Amiguinho de diversões da Hello Kitty.

Versão Lego, pela Brickshelf. Um show de imagens no site. Chtulego Rises!

Participação no Campeonato Brasileiro. (?!?)

?!?!?!?!?

E pra encerrar, uma deliciosa refeição Cthulhu Sausage…

"… o morto Cthulhu espera sonhando."

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