


I picked it for its sensuality.
But it also, in some way, reminds me of our business.— Cooper


Mad Men está de volta.



I picked it for its sensuality.
But it also, in some way, reminds me of our business.— Cooper


Mad Men está de volta.
Pra parar com essa powerpointização dos vídeos no Churrasco (ou pelo menos dar uma quebrada nela), um que merece todas as maiúsculas e o negrito de FODA.
Certo? Certo.
Não contém spoilers. Pode ir com fé.
Acabo de descobrir, depois de assistir à conclusão da 2ª temporada, que a tagline de Breaking Bad é The end justifies the extreme. A frase é pertinente em mais sentidos do que precisaria ser.
O 1º é óbvio, relativo à trama: Walter White (Bryan Cranston) é um professor de química de meia-idade que tem um filho adolescente com paralisia cerebral e outro, não planejado, a caminho. Ao ser diagnosticado portador de câncer - de pulmão, sem nunca ter fumado - terminal, Walt apela à produção de metanfetamina para conseguir pagar suas contas médicas e deixar uma herança para a família.
A partir daí, as consequências são extremas. Demais. Cada vez mais, em progressão geométrica. E culminam, nesse último episódio, no maior mindfuck já realizado na televisão.
Por pouco não desisti da série antes mesmo dela estrear, em janeiro do ano passado. A sinopse divulgada na época, “professor de química em crise de meia-idade se torna um criminoso”, não ajudava. Deve ter espantado muita gente.

Resolvi dar uma chance a Breaking Bad pelo envolvimento de Bryan Cranston, que como coadjuvante roubava todas as cenas de que participava em Malcolm in the Middle (pra quem viu, é impossível não pensar no Hal sobre patins sempre que Funky Town toca) e por ser uma produção da AMC, que tinha começado muito bem com Mad Men, no ano anterior.
Nem imaginava que a série seria melhor que Mad Men. Menos ainda que chegaria ao nível de The Sopranos e The Wire, lá no pedestal.
Ela chega.
Tecnicamente é tudo redondo, ao mesmo tempo em que inova (em televisão) ao utilizar praticamente só câmera na mão sem estripulias. A câmera, na mão mas firme, dá um aspecto diferenciado e realista às imagens; íntimo nos planos fechados, desolador nos muito abertos.
Mão firme, também, é a do criador Vince Gilligan (ex-produtor e roteirista de Arquivo X), que mantém a unidade estética da série ao mesmo tempo em que diversifica as visões criativas na direção - são 15 diretores diferentes até agora, em 20 episódios. O resultado é coeso até quando destoa, em algumas cenas memoráveis espalhadas pela série.
Aliás, hoje em dia o que diferencia uma série boa de uma série foda é a direção. A vingança dos roteiristas pela falta de crédito no cinema é merecida, mas deixar a direção em segundo plano tem estragado roteiros brilhantes com mais frequência do que deveria. Um desperdício.

Em Breaking Bad, tudo funciona em sintonia com os roteiros (atenção para a palavra proibida em 3, 2, 1) geniais de Gilligan e equipe. Aí o negócio fica foda.
Bryan Cranston tem todo o mérito pelo Emmy de Melhor Ator em Série Dramática que recebeu em 2008. Mas a transformação sutil de Mr. White, pai de família e professor, em Heisenberg, traficante, no mínimo não atrapalhou. O protagonista é tão circular que dá gosto. Fora o elenco coadjuvante impecável, de personagens idem, que potencializa as consequências dessa transformação.
E tem aquele grande e inesperado mindfuck de brinde no final, que você só se dá conta do quanto foi bem construído quando percebe que Gilligan usou mais do que a estrutura dos episódios na preparação.
Desde o piloto, as sequências iniciais dos episódios seguem dois modelos: 1- abre-se com uma cena de impacto, importante para a trama geral da série ou 2- quebra-se o modelo usual de estrutura narrativa. Seja com elipse temporal, desvirtuando o costumeiro começo, meio e fim, seja com o cúmulo de utilizar um narcocorrido (que quem acompanhou The Shield sabe o que é) sobre Heisenberg para ilustrar tanto o episódio em si quanto Breaking Bad como um todo.
A 1ª cena da série é parte do final do piloto. A 1ª cena da 2ª temporada, em que um olho flutua em uma piscina até ser sugado pelo ralo, é parte do final do último episódio. Outros 3 trechos do fim abrem outros 3 episódios dessa temporada.
Mesmo assim, o contexto não vai passar nem perto da tua cabeça. A menos que você perceba que os títulos destes 4 episódios descrevem a cena. Que tudo sempre esteve lá, é efeito lógico e direto dos extremos a que as ações de Walter White se estendem, e que as consequências também são extremas.

Aguardo ansiosamente por um do Michael J. Fox.
Sim, Dirty Dancing… se fosse dirigido por David Lynch.
Só não é o melhor exercício de reedição de trailers de todos os tempos por não incluir Time of My Life na trilha (e por desabilitar a opção embedding do vídeo).
Video da Gucci dirigido por Chris Cunningham.
Ainda acho um dos maiores absurdos esse cara não ter feito um longa até hoje.
Imagina se, hoje em dia, alguém resolvesse abrir um teaser com 15 segundos de product placement descarado desse jeito?
Blogueiros em chamas.
(via shrapnel)
Cat Shit One é o título japonês e Apocalypse Meow, o norte-americano do mangá de Motofumi Kobayashi em que essa lindeza foi baseada.
Por enquanto só rola esse teaser, já que o Studio Anima ainda busca financiamento pro projeto, mas o produto final será uma série em 12 episódios, de 23 minutos cada, com o mote animais fofinhos em combates violentos realistas. Foda.

Enquanto o mangá se passava na Guerra do Vietnã, a animação traz os personagens principais para o contexto atual. Packy, Botasky e Rats são membros de uma organização militar privada americana que cumprem missões em países diferentes a cada episódio.
Como você percebeu pelo vídeo, os personagens são animais diferentes de acordo com a nacionalidade. O grau de fofura também varia. A ideia é chamar a atenção às agruras da guerra com os bichinhos, já que imagens de humanos em pedaços não impressionam mais ninguém.
Na prática, é provável que Cat Shit One acabe banalizando também o guro fofo. Ou isso, ou esse vai ser o Maus dos tempos de Blackwater, com pitadas de videogame.
De qualquer maneira, coloco minhas fichas em aproximadamente 5 horas de entretenimento divertido.
78 canções escolhidas por críticos e compositores na enquete da Ilustrada.
É claro que Cuitelinho, na versão do Pena Branca & Xavantinho deveria ocupar uma posição melhor (no mínimo, entre as três primeiras), mas só o fato de uma enquete dessa ter sido realizada já é motivo de aplausos (depois de tantas de rock, mpb, bossa rock, samba rock, mpb, rock e rock).
10 votos
1. ”Tristeza do Jeca” (Angelino de Oliveira)
Gravação de Tonico e Tinoco, 1958
“Eu nasci naquela serra
Num ranchinho beira-chão
Todo cheio de buracos
Onde a luz faz clarão”
2. ”O Menino da Porteira” (Luizinho e Teddy Vieira)
Gravação de Sérgio Reis, 1973
“Toda vez que eu viajava
Pela estrada de Ouro Fino
De longe eu avistava
A figura de um menino”
3. ”Chico Mineiro” (Tonico e Francisco Ribeiro)
Gravação de Tonico e Tinoco, 1958
“Fizemos a última viagem
Foi lá pro sertão de Goiás
Fui eu e o Chico Mineiro
Também foi um capataz”
6 VOTOS
4. ”Chalana” (Mário Zan e Arlindo Pinto)
Gravação de Almir Sater, 1992
“Ah! Chalana sem querer
Tu aumentas minha dor
Nessas águas tão serenas
Vai levando meu amor”
5 VOTOS
5. ”Cabocla Tereza” (Raul Torres e João Pacífico)
Gravação de Raul Torres e Florêncio, 1936
“Há tempos eu fiz um ranchinho
Pra minha cabocla morar”
6. ”A Moda da Mula Preta” (Raul Torres)
Gravação de Torres e Florêncio, 1945
“Eu tenho uma mula preta
Com sete palmo de altura”
7. ”Luar do Sertão” (João Pernambuco e Catulo da Paixão Cearense)
Gravação de Pena Branca e Xavantinho, 1995
“Não há, oh gente, oh não
Luar como esse do sertão”
8. ”Rio de Lágrimas” (Piracy, Lourival dos Santos e Tião Carreiro)
Gravação de Inezita Barroso, 1972
“O rio de Piracicaba
Vai jogar água pra fora”
4 VOTOS
9. ”Pagode em Brasília” (Teddy Vieira e Lourival dos Santos)
Gravação de Tião Carreiro e Pardinho, 1960
“Quero ver cabra de peito
Pra fazer outra Brasília”
10. ”Moda da Pinga” (Ochelsis Laureano e Raul Torres)
Gravação de Inezita Barroso, 1955
“Com a marvada pinga
É que eu me atrapaio”
11. ”Saudade da Minha Terra” (Goiá e Belmonte)
Gravação de Belmonte e Amaraí (3 votos), 1966
“De que me adianta viver na cidade
Se a felicidade não me acompanhar”
3 VOTOS
12. ”Estrada da Vida” (com Milionário e José Rico, 1980)
13. ”Ferreirinha” (com Tião Carreiro e Pardinho, 1974)
14. ”Moreninha Linda” (com Tonico e Tinoco, 1961)
15. ”Romaria” (com Renato Teixeira, 1978)
16. ”É o Amor” (com Zezé di Camargo e Luciano, 1991)
17. ”Meu Primeiro Amor” (com Cascatinha e Inhana, 1952)
2 VOTOS
18. ”Moda do Bonde Camarão” (com Cornélio Pires)
19. ”Chico Mulato” (com Raul Torres e João Pacífico)
20. ”Flor do Cafezal” (com Cascatinha e Inhana)
20. ”Pingo d’Água” (com Torres e Florêncio)
22. ”Canoeiro” (com Zé Carreiro e Carreirinho)
23. ”Calix Bento” (com Pena Branca e Xavantinho)
24. ”Um Violeiro Toca” (com Almir Sater)
25. ”Maringá” (com Inezita Barroso)
26. ”Chitãozinho e Xororó” (com Chitãozinho e Xororó)
27. ”Majestade o Sabiá” (com Jair Rodrigues, Chitãozinho e Xororó)
28. ”Rei do Gado” (com Tião Carreiro e Pardinho)
28. ”Sonora Garoa” (com Passoca)
1 VOTO
30. ”Jorginho do Sertão” (com Serrinha e Zé do Rancho)
30. ”Lembranças de um Boiadeiro” (com Tonico e Tinoco)
30. ”No Rancho Fundo” (com Elisinha)
33. ”Asa Branca” (com Luiz Gonzaga)
33. ”A Dor da Saudade” (com Mazzaropi)
33. ”Luar Cor de Prata” (com Pedro Bento e Estrada)
33. ”Mágoas de Boiadeiro” (com Pedro Bento e Estrada)
33. ”Pé de Ipê” (com Tonico e Tinoco)
38. ”Adeus Guacira” (com Cascatinha e Inhana)
38. ”Azulão” (com Eliete Negreiros)
38. ”Mestiça” (com Dois Turunas)
38. ”Saudades de Matão” (com Inezita Carroso))
38. ”Velho Pai” (com Léo Canhoto e Robertinho)
43. ”Fio de Cabelo” (com Chitaozinho e Xororó)
43. ”Fiz a Cama na Varanda” (com Conjunto Farroupilha)
43. ”Paineira Velha” (com Zé Fortuna e Pitangueira)
46. ”Casinha Pequenina” (com Cascatinha e Inhana)
46. ”Tocando em Frente” (com Maria Bethania)
46. ”Vestido de Seda” (com Teodoro e Sampaio)
49. ”Camisa Branca” (com Duo Glacial)
49. ”Cuitelinho” (com Pena Branca e Xavantinho)
49. ”É Necessário” (com Tetê e o Lírio Selvagem)
49. ”Poeira” (com Inezita Barroso)
49. ”Seresta” (com Rolando Boldrin)
54. ”Cai Sereno” (com Irmãs Castro)
54. ”Cheiro de Relva” (com Irmãs Galvão)
54. ”Dia da Formatura” (com Nalva Aguiar)
54. ”Jogo da Vida” (com Milionário e José Rico)
54. ”Mourão da Porteira” (com Tonico e Tinoco)
54. ”Ontem ao Luar” (com Paraguaçu)
54. ”Princesinha” (com Pereira da Viola)
61. ”A Baixa do Café” (com Alvarenga e Ranchinho)
61. ”Carreiro Bão” (com Rolando Boldrin)
61. ”Casa de Caboclo” (com Inezita Barroso)
61. ”Coração Cigano” (com Gino e Geno)
61. ”Vide Vida Marvada” (com Rolando Boldrin)
61. ”Fogão de Lenha” (com Rolando Boldrin)
61. ”Pensa em Mim” (com Leandro e Leonardo)
68. ”Ainda Ontem Chorei de Saudade” (com João Mineiro e Marciano)
68. ”Caboclo Magoado” (com Raul Torres e Serrinha)
68. ”Castelo de Amor” (com Trio Parada Dura)
68. ”Índia” (com Cascatinha e Inhana)
68. ”Mazzaropi” (com Pena Branca e Xavantinho)
68. ”Orgulhosa e Bonita” (com Tibagi e Miltinho)
68. ”Piracicaba” (com Mariano e Cobrinha)
75. ”Baldrama Macia (com Luiz Gonzaga)
75. ”Cana Verde” (com Tonico e Tinoco)
75. ”A Coisa Tá Feia” (com Tião Carreiro e Pardinho)
75. ”Fuscão Preto” (com Trio Parada Dura)
Isso foi meu rock 80s:



