Rumble Roses XX é tudo o que um marmanjo que não superou os 12 anos de idade (não é o meu caso) poderia querer. Plot line: gurias com roupas mínimas se pegando em uma luta livre de propósitos e closes ginecológicos.

O gameplay é o mais tosco possível. Tudo é uma desculpa para você agarrar a tua adversária e expor os peitos ou a região pubiana, com direito a controle de câmera, zoom e até tirar screen shots para “compartilhar pela internet” (assim diz a Konami, fabricante do jogo).

Além disso, existe um modo, cujo nome me esqueço, que envolve uma espécie de “swimsuit fighting”, em que você deixa as gostosas em sumaríssimos biquinis (alguns até com camel toe) e vai para uma luta na praia - na qual a perdedora deve executar alguma “prenda” a ser paga pela derrota: ficar de quatro e imitar gato (com miado e tudo), fazer “a dança da cordinha”, se desdobrar em poses “de ioga” e até sambar. Normalmente a cena - que pode também ser controlada com generosos zooms e variações de ângulo - termina com a menina chorando ou se lamentando pela humilhação. Tenho certeza que só não rolaram “prendas” como “lap dancing”, “pole dancing”, “strip naked” e “blow the player’s avatar” porque alguém da Konami pensou que talvez fosse melhor evitar associações com o RapeLay.

E você ainda pode criar personagens customizadas. Dá para fazer desde gordas deformadas até ninfetas pré-púberes que lutem de calcinha e sutiã.

Sim, Rumble Roses XX é errado em vários níveis. É misógino, punhetístico e - pior dos pecados - meio chato. Depois de uma hora, a devassidão teen cansa. Mas sempre dá para pensar no que vai vir depois disso.