
Noah Lindsey Cyrus, irmã da Miley Cirus.
Nove anos de idade, já com essa roupa e mandando um Red Bull.
Imagina daqui a cinco anos.
03/06/09
Showbiz
Breaking Bad: o fim justifica os extremos
Não contém spoilers. Pode ir com fé.
Acabo de descobrir, depois de assistir à conclusão da 2ª temporada, que a tagline de Breaking Bad é The end justifies the extreme. A frase é pertinente em mais sentidos do que precisaria ser.
O 1º é óbvio, relativo à trama: Walter White (Bryan Cranston) é um professor de química de meia-idade que tem um filho adolescente com paralisia cerebral e outro, não planejado, a caminho. Ao ser diagnosticado portador de câncer - de pulmão, sem nunca ter fumado - terminal, Walt apela à produção de metanfetamina para conseguir pagar suas contas médicas e deixar uma herança para a família.
A partir daí, as consequências são extremas. Demais. Cada vez mais, em progressão geométrica. E culminam, nesse último episódio, no maior mindfuck já realizado na televisão.
Por pouco não desisti da série antes mesmo dela estrear, em janeiro do ano passado. A sinopse divulgada na época, “professor de química em crise de meia-idade se torna um criminoso”, não ajudava. Deve ter espantado muita gente.

Resolvi dar uma chance a Breaking Bad pelo envolvimento de Bryan Cranston, que como coadjuvante roubava todas as cenas de que participava em Malcolm in the Middle (pra quem viu, é impossível não pensar no Hal sobre patins sempre que Funky Town toca) e por ser uma produção da AMC, que tinha começado muito bem com Mad Men, no ano anterior.
Nem imaginava que a série seria melhor que Mad Men. Menos ainda que chegaria ao nível de The Sopranos e The Wire, lá no pedestal.
Ela chega.
Tecnicamente é tudo redondo, ao mesmo tempo em que inova (em televisão) ao utilizar praticamente só câmera na mão sem estripulias. A câmera, na mão mas firme, dá um aspecto diferenciado e realista às imagens; íntimo nos planos fechados, desolador nos muito abertos.
Mão firme, também, é a do criador Vince Gilligan (ex-produtor e roteirista de Arquivo X), que mantém a unidade estética da série ao mesmo tempo em que diversifica as visões criativas na direção - são 15 diretores diferentes até agora, em 20 episódios. O resultado é coeso até quando destoa, em algumas cenas memoráveis espalhadas pela série.
Aliás, hoje em dia o que diferencia uma série boa de uma série foda é a direção. A vingança dos roteiristas pela falta de crédito no cinema é merecida, mas deixar a direção em segundo plano tem estragado roteiros brilhantes com mais frequência do que deveria. Um desperdício.

Em Breaking Bad, tudo funciona em sintonia com os roteiros (atenção para a palavra proibida em 3, 2, 1) geniais de Gilligan e equipe. Aí o negócio fica foda.
Bryan Cranston tem todo o mérito pelo Emmy de Melhor Ator em Série Dramática que recebeu em 2008. Mas a transformação sutil de Mr. White, pai de família e professor, em Heisenberg, traficante, no mínimo não atrapalhou. O protagonista é tão circular que dá gosto. Fora o elenco coadjuvante impecável, de personagens idem, que potencializa as consequências dessa transformação.
E tem aquele grande e inesperado mindfuck de brinde no final, que você só se dá conta do quanto foi bem construído quando percebe que Gilligan usou mais do que a estrutura dos episódios na preparação.
Desde o piloto, as sequências iniciais dos episódios seguem dois modelos: 1- abre-se com uma cena de impacto, importante para a trama geral da série ou 2- quebra-se o modelo usual de estrutura narrativa. Seja com elipse temporal, desvirtuando o costumeiro começo, meio e fim, seja com o cúmulo de utilizar um narcocorrido (que quem acompanhou The Shield sabe o que é) sobre Heisenberg para ilustrar tanto o episódio em si quanto Breaking Bad como um todo.
A 1ª cena da série é parte do final do piloto. A 1ª cena da 2ª temporada, em que um olho flutua em uma piscina até ser sugado pelo ralo, é parte do final do último episódio. Outros 3 trechos do fim abrem outros 3 episódios dessa temporada.
Mesmo assim, o contexto não vai passar nem perto da tua cabeça. A menos que você perceba que os títulos destes 4 episódios descrevem a cena. Que tudo sempre esteve lá, é efeito lógico e direto dos extremos a que as ações de Walter White se estendem, e que as consequências também são extremas.
Lá vem Jonah Hex…
Saem as primeiras fotos do ator Josh Brolin no set encarnando o pistoleiro desfigurado. Vale lembrar que também estão no filme Megan Fox e suas coxas:

(… e o motora no retrovisor só secando…)
(via Omelete)
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