10/10/08


PG Porn: pornografia para todas as idades

texto arquivado em #cinema #putaria #vídeos #séries por danielferraz dia 10/10/08 (PERMALINK)

James Gunn, roteirista dos 2 longa-metragens do Scooby-Doo, acaba de revolucionar a indústria pornográfica. Estreou nesta quarta (08) PG Porn, a 1ª websérie pornô com história!

E sem sexo.

Em cada episódio um ator holywoodiano e uma atriz pornô de renome reproduzem uma cena clássica dos filmes de sacanagem em que o garanhão tira de dentro sem nem colocar.

Antes que falem: nada a ver com SFW XXX, a campanha da Diesel que bombou esses dias. Interessante, porém, o quanto putaria está cada vez mais mainstream. Dá-se um jeito até de crianças poderem assistir.

Seria possível interpretar a criação de James Gunn e seus irmãos, Brian e Sean, como uma crítica a essa sexualização explícita da sociedade, mas quem for pra esse lado punheta mais (do verbo punhetar; leia punhéta) do que qualquer depravado.

O negócio é diversão pura, na verdade:

It’s pornography everyone can enjoy, not just perverts. You and your grandmother, for instance, could sit down together and enjoy some nice clean smut. Or your kids could come home from school, and the whole family could gather around the computer and not-jerk-off to some porn deeply embedded with traditional values (like not fucking.)

No episódio de estréia, Nailing Your Wife, Nathan Fillion (Firefly, Dr. Horrible’s Sing-Along Blog - todo novas mídias, o rapaz) é um carpinteiro que não come a mulher do chefe, interpretada por Aria Giovanni (13 Erotic Ghosts, Chloroformed Pin-Up Girls!, Alabama Jones and the Busty Crusade). O vídeo contém o 1º beijo na boca hetero da moça em frente às câmeras.

Eu não tinha comentado que antes apesar do Scooby-Doo o cara era roteirista da Troma? O texto do remake de Dawn of the Dead é dele, também. Pois então.

(Aliás, divertidíssimo ir na página do Tromeu e Julieta no IMDB e ver os créditos do roteiro: Jason Green, James Gunn, Lloyd Kaufman e… hmmm… William Shakespeare.)

Já foram gravados 4 episódios além desse, outros estão em produção, mas a data do próximo e freqüência de exibição ainda não estão fechadas. Por enquanto só fica um gostinho, nas cenas dos próximos capítulos:

  • Peanus pt. 1

Michael Rosenbaum (Smallville) e Belladonna (Butthole Whores, Weapons Of Ass Destruction, Cock Smokers 40 - sim, quarenta).

  • Roadside Ass-sistance

James gunn (tinha que rolar uma casquinha) e Sasha Grey (Rich Little Bitch, So You Think You Can Squirt, My Daughter’s Fucking Blackzilla 9).

  • Genital Hospital

Sean Gunn (outra casquinha) e Belladonna.

  • A Very Peanus Christmas

Uma porrada de gente.

Orgia.

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Grand Theft Auto IV

texto arquivado em #videogame por andrezp dia 10/10/08 (PERMALINK)



Sabe esses caras obcecados por carros, que compram um e, depois de seis meses, vendem pra comprar um mais novo? Graças a Miyamoto, eu sou assim com videogames (“graças” porque carros são uma merda, principalmente numa cidade como SP). Apesar de ter uma modesta coleção de consoles clássicos (Telejogo, Odyssey, Atari, Game Boy, Intellivision, etc), desde a geração 32-bit eu sempre troco um console por outro, quando enjôo. Com o Nintendo Wii foi a mesma coisa: peguei depois de me livrar do PS2, e jurei que seria meu último videogame até a geração seguinte. Infelizmente, não dá pra viver só de Mario e Zelda, e os títulos para o Xbox 360 me chamavam cada vez mais a atenção. Principalmente após ver os trailers de Silent Hill: Homecoming, Midnight Club L.A. e Resident Evil 5. Sem a mínima chance de saírem para o Wii (por causa de seu hardware limitado), resolvi dar adeus ao campeão de vendas da Nintendo e ter pela primeira vez um console da Microsoft, algo até então inédito pra quem sempre viveu à base de Nintendo, Sega e Sony.

Além dos três jogos acima citados, outro título que sempre me deixou babando nos trailers, gameplays e reviews, foi Grand Theft Auto IV. Jogo GTA desde a primeira edição, 2d e para PC. Quando saiu a primeira versão 3d (Liberty City), para PS2, cheguei a jogar bastante mas sempre preferi outros títulos da produtora Rockstar, como Bully, The Warriors e o melhor: o escabroso Manhunt (maior culpado por processos legais contra a Rockstar, e praticamente extinto após dois títulos e muita dor de cabeça). O melhor GTA “last generation” foi, sem dúvida, o San Andreas, que contava com uma cidade enorme, muito mais interatividade que o anterior Vice City, mas que sofria do problema de girar em torno do universo gangsta rapper. Seria muito legal se fosse um estilo blaxploitation anos 70, mas ficou tudo muito… 50 Cent.



Grand Theft Auto IV melhora absolutamente tudo o que os outros haviam criado e explorado. É claro, o que vemos logo de cara são os gráficos maravilhosos. Como as edições anteriores, devido às limitações na época, sempre tinham aquela cara de desenho animado, aqui é tudo muito realista: texturas e sombras incríveis, efeitos de reflexo nos carros, no oceano, etc. Além das famosas estações de rádio e seus divertidos locutores, agora temos também canais de TV para assistir e internet para acessar. As opções de “rolê” na cidade são enormes, de lanchonetes à bares de sinuca, bordéis, shows de stand-up comedy e pistas de boliche.



Algo que sempre me irritou nos GTA anteriores foi o aparente descaso dos roteiristas com a história. Tudo sempre parecia um aglomerado de missões específicas que mais serviam pra disfarçar o fiapo de história. Nesta quarta edição isso não acontece. O personagem principal é Nikolai “Niko” Bellic, um veterano de guerra sérvio que vai para os EUA, convidado por seu primo, em busca do “sonho americano”. Pensando que seu primo vive em uma mansão, cheio de carros e mulheres, ao chegar lá Niko dá com a cara na porta: seu primo tem apenas uma pequena firma de taxis e vive a base de pequenos escambos no submundo do crime. Fazendo pequenos favores para seu primo - e posteriormente para outros grandes nomes da criminalidade - Niko ainda tem como meta procurar o homem que traiu seu esquadrão, durante a guerra, causando a morte de todos seus companheiros.

Liberty City, como sempre, tenta ser uma cópia fiel de Nova York, com direito a estátua da liberdade e tudo. O bairro onde Niko vive, “Broker”, seria o Brooklyn. No primeiro Liberty City a Rockstar não conseguiu recriar com fidelidade a big apple, mas aqui o resultado é muito satisfatório. 



Mas o que mais impressiona em GTA IV é a total liberdade que o jogo oferece. Desde o “livre arbítrio” de atropelar e matar quem der na telha, que existe desde a primeira edição do jogo, até… praticamente tudo. Nos 10% do jogo que fiz até agora, Niko levou uma mina pra jogar boliche, tentou comê-la, ganhou só um beijinho, saiu pra catar uma puta e comê-la - tudo bem softcore - depois foi jogar bilhar com seu primo (divertido como um bom jogo de sinuca para videogame), bateu um cachorro quente e saiu atropelando gente pelo “central park” à noite. No meio disso tudo, missões de tirar o fôlego como ser pago pra apagar um sujeito, perseguí-lo de carro e depois a pé, subindo escadas de incêndio num prédio, correr atrás dele pulando prédios como um filme de Dirty Harry e depois arremessando-o lá de cima. Depois uma passadinha no bordel, um jogo de dardos e perseguir o cara que catou a namorada de seu primo para executá-lo com um tiro no olho.

GTA IV já bateu o recorde de vendas em sua primeira semana. 

Ainda não sei se é o melhor jogo que já joguei, mas sem dúvida é um dos maiores produtos de entretenimento já feitos - bote aí cinema, música ou quadrinhos. Finalmente, é perfeitamente possível acontecer uma imersão total em um filme de ação. How cool is that??

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